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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009


Homem-menino-homem

Na exposição do Fernando Sabino, na PUC, pude ver o que tinha escrito no epitáfio do autor de ‘O menino no espelho’:

‘Aqui jaz Fernado Sabino, que nasceu homem e morreu menino’

***

Pois eu vi, de dentro do campo. Enquanto a bola rolava, o senhor do lado de fora – pai de um dos nossos amigos - esperava sua vez de pisar o gramado.

Aquecia timidamente, de maneira atabalhoada. E quando entrou no campo justificou minha desconfiança. O tronco parecia querer um destino. As pernas outro. Desengonçado, corria de um lado a outro, sem disfarçar seu constrangimento silencioso. Talvez uns 20 anos sem tocar a bola.

De repente a pelota sobra caprichosamente. Ele e o gol. Num chute certeiro, vence o goleiro. E pronto! Emerge a criança escondida.

Ele corre a comemorar. E retoma seu posicionamento naquele pequeno gramado de pelada, agora o Maracanã de seus sonhos infantis. À espera de ver ansiosamente a bola rolar de novo.

Seus olhos, brilhantes e eufóricos agora, entregam: vivo novamente!

Sonhos não envelhecem.

Veja: Zeitgeist, The Greatest Story Ever Sold
Ouça: Não me arrependo (Caetano Veloso)



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