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Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008


Pra não dizer que não falei de flores

Vi esse documentário na escola umas 3 vezes.

Dia desses, na aula de Cinema e História, fiquei espantado ao saber que nenhum (eu disse nenhum!) dos meus colegas teve a mesma oportunidade, nem ao menos uma vez. Daí entendemos alguns porquês do nosso país....

Agradeci por dentro por ter estudado numa instituição que valoriza esse tipo de coisa.

Abaixo o link para um dos melhores documentários que já vi. E também a ficha técnica.

Você teria 13 minutos do seu dia para pensar?

Ilha das Flores - Parte 1
Ilha das Flores - Parte 2

FICHA TÉCNICA
ILHA DAS FLORES
Gênero: Documentário Experimental
Diretor: Jorge Furtado
Narração: Paulo José
Ano: 1989
Duração: 13 min
País: Brasil

Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991

Leia: O bicho (Manuel bandeira)



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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008


Underground (II)

Chego à estação. Nove da manhã, já repleta de Saens Peñas, presos aos nós de suas próprias gravatas.

A viagem segue tranqüila (ao som do Led). Até que entram vários Estácios. Apressados, se amontoam pelo vagão. Um típico Estácio, aliás, pára à minha frente. Pulseiras e relógio de 'ouro' se apossam da única barra de apoio ainda vaga.

Eis que chegam os Centrais. De características bem próximas aos anteriores – pois também aparentam correr contra o tempo. Culpa, talvez, da sua lógica, centrada no ultrapassar de obstáculos, que os deixa nesse ritmo mais 'febroso'. Intenso.

Aos poucos o trem vai despachando alguns Presidentes Vargas, outros Uruguaianas, Cinelândias, Glórias, Botafogos...

Restam, ao fim, alguns Cardeais Arco Verde, Siqueiras Campos ou Cantagalos, quem sabe? Se confundem com trajes de banho por debaixo das roupas de uns poucos (que exibem semblantes amenos). O dia de sol lá fora! A cadeira de praia no metrô.

À noite é diferente. Me junto aos Linhas 2. Pipoca, correria e promoção têm de montão. A carência aqui é outra: espaço, conforto (às vezes um desodorante). É por uma estação só. Mas vale por 10.

Dia-a-dia antropologicamente farto esse. Exemplos reais de uma cidade partida, antagônica. Que se mistura por alguns instantes.

Ouça: Rodo cotidiano (O Rappa)



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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008


Rio saudoso

Esse vídeo a seguir virou febre no Youtube (sempre ele, grande invenção humana!), principalmente depois que César Maia publicou-o em seu ex-blog.

E é realmente lindo.

Detalhes de comentários que li, para os quais vale atentar:

- O filme só mostra 'um lado' da cidade e omite uma 'cidade oculta', de cortiços que começavam a migrar para as favelas (o início de tudo).

- Imagem em movimento e em cores, o que é raro para a época (1936)

- Trilha sonora levemente cômica e o enfoque propagandístico (que vão de encontro à Política da Boa Vizinhaça praticada entre os EUA e o Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial).

- Roteiro informativo e bem pesquisado, desmentindo um pouco a lendária ignorância americana com relação ao Brasil.

- Cenários que não existem mais, como os palácios Monroe e do Mourisco, e vistas hoje impossíveis, como a do Morro da Conceição, ainda bem visível ao fundo de uma Praça Mauá bem ordenada, ou ainda, a Cinelândia tinindo de nova!

- A limpeza da cidade e seus ângulos inusitados.

- O momento do encontro das raças, também um encontro de classes, com a menina que se abriga no colo da babá.

- O que se observa é que até 1936 a intervenção humana não ameaçava a paisagem natural como perspectiva. O Pão de Açúcar era visível da Praça Mauá, o morro da Glória completava a Praça Paris antes da construção dos grandes prédios.

- -Fica, ao final, a fantasia de que tudo poderia ter sido diferente, para melhor.

Assista ao vídeo AQUI

Ouça: O mundo é um moinho (Cartola)
Veja: O gângster (Ridley Scott)
Leia: O apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger)



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