Hoje é dia de Cosme e Damião. Um dia que considero muito autêntico pela forma como se apresenta em nosso cotidiano. Principalmente quando cai assim, num dia da semana como essa quarta-feira de sol em pleno século XXI.
Na minha infância talvez tenha presenciado um resquício do que foi essa data comemorativa para meus pais e os pais deles. Lembro de receber alguns míseros saquinhos das minhas tias avós com os santos desenhados, que passavam aqui em casa e deixavam para que minha avó os entregasse quando eu voltasse da escola.
Hoje, ao menos aqui na Zona Norte carioca, vi as comunidades e suas crianças indo às ruas parecendo querer não apenas doces; mas reivindicar a volta do Rio de Janeiro antigo, de sangue suburbano nas veias. Reivindicar a volta da inocência da infância difundida pelas nossas ruas com correrias e gritarias. Apenas por doces...
Ouça: Gente Humilde (Chico Buarque)
Veja: A pessoa é para o que nasce (Roberto Berliner)
Leia:Um artista da Fome (Franz Kafka) posted by RFerraz
3:50 PM