'Aquilo que a indústria Cultural oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas sempre diferentes, de algo que é sempre igual' (Adorno, 1947)
'Segundo os pesquisadores, o indivíduo deixa de decidir autonomamente na fase da Indústria Cultural. O controle psicológico exercido pela Indústria Cultural é extraordinário. Ele é realizado por meio da onipresença, da repetitividade, da estandardização'.
'Segundo Horckheimer e Adorno (1947) os produtos da indústria cultural paralisam a imaginação e a espontaneidade. Para eles, esses produtos são feitos para impedir a atividade mental do espectador, se o indivíduo não quiser perder os fatos que lhe passam rapidamente pela frente'.
'Os estereótipos impedem a confusão mental e de raciocínio, assim constituem algo essencial de economia na aprendizagem'.
Paro exatamente nessa linha do livro à minha frente, interrompido pela porta de casa que se abre às 23:40. Entram a namorada e meu irmão, recém chegados do cinema.
Pergunto:
- Que filme vocês foram ver?
- Missão Impossível 3.
Lá de dentro escuto uma voz:
- Tem muita gente falando desse filme!
Corro pra cá, escrevo essas linhas apressadas e espontâneas e vou dormir pensando: ah, como é bom voltar a estudar!
Ouça: Dinheiro (Arnaldo Antunes)
Veja: Brilho Eterno de uma mente sem lembrança (Michel Gondry)
Leia: Dialética do esclarecimento (ADORNO, T.W)