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Terça-feira, Maio 09, 2006


Nós, fantoches

'Aquilo que a indústria Cultural oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas sempre diferentes, de algo que é sempre igual' (Adorno, 1947)

'Segundo os pesquisadores, o indivíduo deixa de decidir autonomamente na fase da Indústria Cultural. O controle psicológico exercido pela Indústria Cultural é extraordinário. Ele é realizado por meio da onipresença, da repetitividade, da estandardização'.

'Segundo Horckheimer e Adorno (1947) os produtos da indústria cultural paralisam a imaginação e a espontaneidade. Para eles, esses produtos são feitos para impedir a atividade mental do espectador, se o indivíduo não quiser perder os fatos que lhe passam rapidamente pela frente'.

'Os estereótipos impedem a confusão mental e de raciocínio, assim constituem algo essencial de economia na aprendizagem'.

Paro exatamente nessa linha do livro à minha frente, interrompido pela porta de casa que se abre às 23:40. Entram a namorada e meu irmão, recém chegados do cinema.

Pergunto:

- Que filme vocês foram ver?

- Missão Impossível 3.

Lá de dentro escuto uma voz:

- Tem muita gente falando desse filme!

Corro pra cá, escrevo essas linhas apressadas e espontâneas e vou dormir pensando: ah, como é bom voltar a estudar!

Ouça: Dinheiro (Arnaldo Antunes)
Veja: Brilho Eterno de uma mente sem lembrança (Michel Gondry)
Leia: Dialética do esclarecimento (ADORNO, T.W)



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